Presidente do SINPOL-RN concede entrevista sobre Segurança e sobre a Polícia Civil

03/12/2017 09h11 - Autor: Assessoria de Imprensa - Fonte:
O presidente do SINPOL-RN, Nilton Arruda, concedeu entrevista ao programa Debate Urbano, exibido na Band Natal. Ele falou sobre Segurança Pública e, em especial, sobre a situação da Polícia Civil, destacando a falta de investimentos e o baixo efetivo, mas ressaltando a dedicação e abnegação dos policiais civis na prestação dos serviços.
 
Nilton iniciou a entrevista falando sobre a situação dos salários dos servidores públicos, criticando a falta de gestão do Governo do Estado, que não busca abrir um diálogo mais amplo com os representantes das categorias.
 
Mas também falou da estrutura de trabalho da Polícia Civil, citando: "Não há investimento do Governo na Polícia Civil. Os investimentos são pífios, até cômicos. Em 2015, por exemplo, do orçamento previsto para a Polícia Civil, em torno de R$ 9,6 milhões, foram efetivamente autorizados R$ 13.700, o que dá 0,14% do orçamento previsto. Então, para polícia investigativa, isso é uma piada".
 
De acordo com ele, a falta de investimento leva ao aumento da criminalidade. "Quando você não tira das ruas, através da investigação, o meliante continua cometendo crimes", afirmou.
 
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Nilton ainda destacou: "Tenho como  opinião de que a corrupção é a base de todos os males. Se não combate o corrupto você vai ter uma criminalidade bem maior, porque ela repercute em tudo, em desvio de verbas. Você não vai ter verba para saúde, não vai ter verba de qualidade para a educação, não vai ter verba para a Segurança Pública. Isso acarreta um mal para toda a sociedade". 
 
Sobre a Segurança Pública, Nilton Arruda lembrou que o Rio Grande do Norte tem uma taxa de homicídio que é quase o dobro da média nacional, registrando 57 homicídios para cada 100 mil habitantes. A média nacional, que já é considerada muito alta, é de 32 homicídios por 100 habitantes.
 
O presidente do SINPOL-RN criticou a falta de planejamento. "Infelizmente, a gestão da Polícia Civil é uma gestão de bombeiro, trabalha apagando incêndios. Não há uma política de planejamento, não se pensa em implantação de recursos tecnológicos. Nós temos um problema de estatísticas muito grande. Não temos sistema informatizado para garantir números reagis e fidedignos. Quando se trabalha com números fidedignos é possível fazer todo um planejamento, em relação a políticas preventivas, investigativas e operacionais". 
 
Nilton falou ainda sobre o baixo efetivo da Polícia Civil, que atualmente é em torno de 24% do efetivo necessário. No entanto, ele finalizou a entrevista deixando uma mensagem de esperança para a sociedade. 
 
"Nós temos policiais abnegados e dedicados. Trabalhamos com uma estrutura cruel, mas parece que nas dificuldades é quando nos superamos. Então, com toda essas dificuldades, nós corremos atrás da solução de crimes e de recursos tecnológicos. Hoje, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte dispõe de uma ferramenta investigativa moderna, similar a que usada na Lava Jato, mas isso se deve a abnegação de alguns policiais civis que conseguiram conceber essa ferramenta. Infelizmente, o Governo não dá atenção necessária para investir nesse setor, que é o laboratório contra a lavagem de dinheiro. Nós temos hoje apenas dois agentes de polícia para trabalhar com a demanda de todo Estado, mas são agentes dedicados".
 
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